segunda-feira, 23 de maio de 2016

VIVENDO PELO COMPROMISSO


Compare o texto de Isaías 5.1-10 com João 15. Em ambos perceberemos, naturalmente, o eterno amor do Agricultor (o Pai) é o seu compromisso com a Videira (o Filho) que, por sua vez, se compromete a cuidar das varas (os servos) para que produzam abundância de frutos. E a vara é chamada para permanecer ligada à Videira, a fim que dê muitos frutos; a vara desligada da Videira evidentemente nada poderá fazer e a ela, desligada da Videira, restará secura e ardência pelo fogo. As varas frutíferas são todos os que amam o Pai e amam o Filho, permanecendo no amor de Jesus e guardando o seu maior mandamento: “...que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”. Consequentemente, todas as varas que permanecerem ligadas na Videira receberão a seiva da vida, que é a Palavra e serão contempladas com a graça de realizar tudo o que pedirem porque a Videira Verdadeira lhes atenderá.

Jesus sabia que aquele que o ama e permanece comprometido com ele, certamente seria aborrecido pelo mundo que não conhece a Deus. E ele completa “... se a mim perseguiram, vos também vos perseguirão a vós...” (João 15.20). Entendamos que aquele que nos aborrece (persegue), também persegue a Jesus e aborrece ao Pai. Vejamos o que nos diz a Palavra em Provérbios 6.16-19:

“Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa e mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina pensamentos viciosos; pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa, que profere mentiras; e o que semeia contendas entre irmãos.”

O apóstolo Pedro, assim como Paulo (Efésios 6.10-18), entenderam perfeitamente que há uma perseguição feroz e destrutiva contra aqueles que decidiram de uma vez por todas serem seguidores de Jesus permanecendo comprometidos na fé, no amor e na obediência. “... sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” (1Pedro 5.5-9).

Para refletir:

"Jesus sabia que aquele o ama e permanece comprometido com ele, certamente seria aborrecido pelo mundo que não conhece a Deus." Diante desta afirmativa reflita:

1.   Como você tem demonstrado seu comprometimento com Jesus?
2.   O mundo tem aborrecido você? De que maneira?


É BOM CONFIAR EM DEUS

Deus revelou a Isaías como cultuá-lo através da gratidão, do louvor, da adoração e da total confiança em suas palavras. Porque é bom confiar em Deus? O capítulo 26 do livro de Isaías mais uma vez nos revela o porque. O princípio básico daquele que confia em Deus é estar com a mente em Deus (Isaías 26.3). Vamos buscar o aprendizado e colocar em prática as lições da Palavra de Deus.

1. É bom confiar em Deus porque Ele nos dá paz (Isaías 26.3). É a paz que vem através de Jesus Cristo, pois é Ele quem diz: “a minha paz vos dou” (João 14.27). Os apóstolos falaram desta paz. Pedro entendeu a paz (I Pedro 3.11); Paulo falou desta paz (Filipenses 4.7); Tiago exercitava a paz (Tiago 3.18); as igrejas viviam em paz (Atos 9.31). E você? Vive em paz com Deus, com a igreja, com seu irmão, com você mesmo?

2. É bom confiar em Deus porque Ele nos dá proteção (Isaías 26.4). Pensemos agora em todos os abrigos e refúgios conhecidos contra os males e dificuldades desta vida. Há algum melhor do que estarmos sob os braços do Senhor? “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro” (Salmos 91.4). Como uma criança que se sente segura nos braços de seu pai, assim devemos nos sentir com Deus. “Deus é meu refúgio e fortaleza...” (Salmos 46); “... bem-aventurado todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2.12) .

3. É bom confiar em Deus por causa da Sua Justiça (Isaías 26.9). Diz o Senhor: “Os meus juízos não são os vossos juízos”. Que bom sabermos disto, não é? Já pensaram se Deus deixasse por nossa conta o julgamento de todas as coisas? Seria terrível!! Porém, ao confiarmos em Deus, confiamos também na Sua Justiça. Ele é Deus de Justiça!

4. É bom confiar em Deus porque Ele nos dá esperança de vida eterna (Isaías 26.19). O Senhor Jesus disse: “Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 14.25). Houve um pregador, chamado Moody, que disse: “quando vocês ouvirem que Moody morreu, não acreditem! Moody não morreu! Ele está vivo com Jesus Cristo!”. Esta é a esperança do crente: a vida eterna com Jesus Cristo.
Conclusão: Paz, proteção, justiça, esperança. Quatro grandes motivos para confiar plenamente em Deus.

Para refletir:
a.   Lembre um momento em que você sentiu-se protegido por Deus.
b.   Paz, proteção, justiça, esperança – qual desses motivos você mais necessita?
CULTO PELO QUE DEUS FAZ


É muito comum cultuarmos a Deus pelas coisas boas que Ele nos tem dado. Assim, agradecemos a vida, a paz, a salvação, a saúde, o lar, etc. Porém, a partir do momento em que incorremos no erro e Deus nos adverte, ficamos revoltados e não aceitamos, na maioria das vezes, a repreensão de Deus. Consequentemente, não cultuamos a Deus, permitindo que o inimigo avance nas suas linhas de combate à alma.

A Bíblia diz que Deus é zeloso e repreende a quem ama (Provérbios 3.12) e que repreende e castiga a todos quantos ama (Apocalipse 3.19). O profeta Isaías entendeu isto perfeitamente. Por isso, em dois belíssimos salmos (Isaías 12 e 25) ele louva a Deus pelas Suas infinitas bênçãos e misericórdias e porque Ele é justo. Começa dizendo: “Graças Te dou, ó Senhor” (12.1). Que espírito de gratidão maravilhoso! Como pode haver um cristão que mesmo advertido não seja grato a Deus? Que culto prestará a Deus? Como poderá, então, demonstrar a sua gratidão?

Veja em 12.2 a 12.4: “confiarei e não temerei”, daí graças, invocai ao Senhor... tornai manifestos os Seus feitos entre os povos”. Mas Isaías também louva a Deus dizendo: “Cantai ao Senhor” (12.5) e “Exulta e canta de alegria” (12.6). Vejamos: gratidão e louvor – duas características importantes para quem deseja oferecer um culto ao Senhor. Por que louvar ao Senhor? “Porque fizeste maravilhas” (25.1); “porque grande é o Santo de Israel no meio de Ti” (12.6).

Finalmente Isaías nos ensina que o verdadeiro culto a Deus é expresso através da adoração: “Invocai o Seu Nome” (12.4). Só um crente que tem visão de Deus no Seu Santo Templo é que pode e deve oferecer o verdadeiro culto pelo que Deus faz (Isaías 6.1-8).

Aprendamos com o profeta Isaías a oferecer um verdadeiro culto ao Senhor, adorando-O, louvando o Seu Santo Nome e agradecendo-Lhe pelas ricas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós. Amém.


Para refletir: "Deus é zeloso e repreende a quem ama"

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ATÉ O PESCOÇO

Ao lermos Neemias 3.5, verificamos, após estudo do livro e da situação em que vivia o povo de Israel, que Neemias não teve o apoio de todos na reconstrução dos muros de Jerusalém. Faltou a elite, representada pelos nobres e magistrados, os quais, apesar de estarem vivendo sob condição de cativos (escravos – mesmo com as mordomias), não sentiam, ou pelo menos não demonstraram o desejo pela libertação. Eram homens satisfeitos com a situação, acomodados com o regime e indiferentes aos apelos de Neemias e seus assessores para regressarem à sua terra de origem.

“Não colocar o seu pescoço no serviço de seu Senhor”, significa não estar disposto totalmente a realizar a obra de Deus, mesmo consciente da urgente necessidade. “Não colocar o seu pescoço no serviço do seu Senhor” significa ficar indiferente aos apelos de Deus, que pergunta: “a quem enviarei e quem há de ir por nós?”.

Disto resulta um esfriamento mortal, pois o comodismo diante da situação desesperadora é algo terrivelmente assustador. Vivemos em clima de tensões diversas onde a humanidade procura um caminho para solução de seus problemas que a cada dia se tornam mais críticos.

Porém, enquanto a ociosidade espiritual estiver pairando sobre nossas igrejas, enquanto muitos continuarem omissos ao “ide” do Senhor, e cativos, escravos das suas próprias pretensões egoísticas (Filipenses 2.19), a igreja de Cristo e seu Evangelho vai se colocando como motivo de discussões ideológicas e acadêmicas e não como instrumento de libertação material, moral e espiritual dos povos.

A recomendação do apóstolo Paulo enfatizando ao não conformismo com este mundo é muito séria. Deve ser levado em consideração o apelo à transformação pela renovação do nosso entendimento.

Enquanto alguns “nobres” ficam trocando seis por meia dúzia, buscando sucesso e de si mesmos proclamam os mais altos conceitos; enquanto outros deixam de apresentar-se “como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, muitos são impedidos de experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.


Coloquemo-nos hoje ao serviço do nosso Senhor. Até o pescoço!

terça-feira, 12 de maio de 2015

QUERO SER IGUAL

Quando nos referimos à originalidade, criatividade, apresentação, meio de vida e outras características particulares do ser humano, distinguimos as pessoas em dois grandes grupos: as que copiam e as que são copiadas. Há uma grande parte que só vive copiando, querendo ser igual à outra, sem se preocupar com os desastres que daí possam advir. O pior é quando se copiam coisas erradas que são feitas por pessoas erradas no seu viver.

A Bíblia conta que dois reis se encontraram. Um tinha tendências de ser um ótimo rei. O outro, porém, era da pior espécie, orgulhoso, soberbo, mau, colérico, mau caráter... O primeiro chamava-se Josafá. O outro Acabe. Na reunião desses reis, Josafá quis imitar Acabe. Ele disse: “como tu és, serei eu”.

Que decisão terrível! Copiando coisa má, perversa!

Esta história está relatada em II Crônicas 18. Vale a pena ler para ver as desastrosas conseqüências.

Creio que algumas pessoas estão vivendo desta forma. Imitando o que não deve, que não leva a nada, que não produz... Pode até haver originalidade no imitar. Mas o que conta é a qualidade no imitar.

Certa vez o apóstolo Paulo disse: “sejam meus imitadores, como eu sou de Cristo”. Penso que ele queria dizer: “Há muitas atitudes para vocês copiarem; há muitas pessoas para vocês imitarem. Eu também quero ser semelhante a alguém, por isso imito Cristo e quero que vocês sejam iguais a mim neste propósito”.
Sempre haverá algo que teremos enorme prazer e alegria em reproduzir fielmente e creio que o mesmo apóstolo Paulo nos dá uma relação delas. Veja em Gálatas 5.22. Por outro lado, há atitudes, palavras e fatos que devemos repudiar com toda nossa força (Gálatas 5.19-21).


Quem você está imitando?

segunda-feira, 30 de março de 2015

ABÚLICO

O Novo Dicionário Aurélio diz que "abúlico é o que sofre de abulia, que não tem ou quase não tem vontade e que são frequentemente surpreendidos por crise de torpor, de inércia... enfim, e que só podem ser vencidos à custa de energia suprema, ou por ordem imperiosa de outrem".

Abulia, por sua vez, é uma alteração patológica que se caracteriza pela total diminuição da vontade, indecisão e impotência para agir.

Enfim, abulia é uma doença; abúlico é um doente...

A Bíblia faz diversas citações de homens e mulheres abúlicos, ou seja, que perderam a vontade, o desejo de realizar coisas que poderiam modificar o rumo de um grupo ou de uma sociedade. Mas não é deles que quero falar. Neste caso, os exemplos negativos não seriam edificantes.

A Bíblia mostra que por grande força de vontade e desejo homens e mulheres alcançaram coisas grandiosas.

Foi pela força de vontade que Noé construiu uma arca que salvou toda sua família e muitos animais de um dilúvio. Semelhantemente, o desejo de alcançar um ideal levou Abraão a sair de sua terra e tornar-se o que conhecemos como "pai das nações". Se não fosse a perseverança de Moisés e de Josué, o povo de Israel talvez até hoje seria escravo do Egito. Foram as sábias decisões de líderes, reis e profetas que transformaram pessoas, povos e nações. A reconstrução dos muros de Jerusalém aconteceu porque um grande líder - Neemias - apoiado por Esdras, não desanimou diante dos constantes ataques inimigos tentando-o a desistir e abandonar aquela importante empreitada.

O esforço quase sobrenatural dos apóstolos, principalmente Paulo, tendo como base algumas igrejas que se motivaram a ajudá-lo levou o Evangelho aos quatro cantos do planeta.

Missionários, pregadores da Palavra de Deus, pastores, igrejas, crentes enfim, não sejamos abúlicos. Lutemos sem cessar, sabendo que a vitória é certa!

E quanto a você, irmão, valorize os dons que Deus lhe deu e não permita que a abulia se torne contagiosa e crônica. Amém!

quinta-feira, 19 de março de 2015

CALDO DE FOLHAS DE BATATA


Ela era uma jovem senhora quando seu filho partiu para os Estados Unidos a fim de trabalhar numa grande empresa. Toda semana ele lhe mandava cartas. Agora, idosa, ela sofria muito, pois morava num pequeno quarto emprestado e mal tinha o que comer. O pastor fez-lhe uma visita. Viu sua necessidade, que dó!... Resolveu que deveria escrever para o filho retratando a situação de sua mãe. Enquanto ela foi buscar as cartas o pastor viu o que cozinhava numa panela: caldo de folhas de batata! Ela veio trazendo uma mala com centenas de cartas. O pastor abriu uma delas e - pasmem! - havia vários dólares. Ela abriu outros envelopes. Todos vinham com muito dinheiro que o filho semanalmente lhe enviava. Ela estava rica e não sabia. Passava necessidade, morava mal e comia caldo de folhas de batata.

Por que ela não abrira os envelopes? Não sabia ler e tinha vergonha de pedir alguém para lhe ajudar na leitura.

Assim acontece conosco. Deus está nos abençoando ricamente e quantas vezes, por não lermos Sua Palavra e buscarmos fazer a Sua vontade, consagrando nossas vidas a Seu serviço, ficamos sofrendo e comendo caldo de folhas de batata.


"Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te resplandecerá!"

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