terça-feira, 31 de maio de 2011

A JUSTIÇA É CEGA - Pr. Alexandre Paschoal Aló da Silva

É do Pr. Alexandre Aló, Igreja Batista Missionária do Maracanã, o texto abaixo, que considero de elevada importância, haja vista o momento histórico que estamos vivendo nas esferas política, social e espiritual.
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A justiça é cega. Este é um termo bastante conhecido que tem a intenção de dizer que a justiça é igual para todos. A origem desta representação é outra forte influência da cultura grega. Em sua mitologia, Têmis, filha do Céu e da Terra, foi a segunda esposa de Zeus, sinônimo do poder, é encarada como sendo a deusa da justiça, da lei e da ordem, assim como protetora dos oprimidos. Sua grande sabedoria só era comparável à de Minerva e suas opiniões eram sempre acatadas. Não só a Justiça, mas também a Lei é encarnada por Têmis. Apesar de haver divergências em relação a tal origem, é notório que a imagem que temos da justiça é a de uma mulher de olhos vendados, armada de espada e portando sua balança.

Os últimos dias têm demonstrado que nossa justiça é cega, literalmente. Contudo, esta que deveria ser fruto da virtude da equidade, deu lugar à incapacidade de perceber, notar e compreender o que lhe é apresentado para julgar. Sua balança, que é sua principal ferramenta, foi ultrapassada em sua capacidade de peso. Consequentemente suas medidas estão distorcidas. A expressão popular “o mundo está perdido” é cada vez mais verdadeira. Nossa sociedade perdeu definitiva e irreversivelmente a possibilidade de estar alinhada com a Palavra de Deus. Não tardará e essa justiça, cada vez mais cega e incapaz de julgar com justiça, alcançará cada lar, pessoa, família e afetará os laços democráticos do nosso país. Essa “justiça” continuará sendo manipulada para servir interesses econômicos, políticos e mundanos. Isto é um fato aclamado pela mídia, pelo povo e pelos fatos.

Por alguns instantes, meditando nesta situação brasileira, de escândalo em escândalo, manobra após manobra, quase me afunilei no vale da desesperança. Todavia, um texto bíblico inundou meu coração: Atende, senhor, a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas. Responde-me, segundo a tua fidelidade, segundo a tua justiça (Salmo 143.1). Voltei meu olhos para os jornais pendurados na banca, suas folhas balançavam ao vento. Os versos oito, nove e dez do texto tiveram marcante significado: Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma; Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.Vivifica-me, SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da tribulação a minha alma.

Queridos irmãos, nossa nação precisa de oração e de um povo em santidade, preparado na Palavra de Deus. O texto acima faz parte de uma série de Salmos escritos por Davi no momento em que Aitofel e Husai aconselham Absalão (filho de Davi) a investir pesado contra o próprio pai com 12 mil homens de guerra. Assim que Davi chega a Maanain (II Samuel 17.27), aproveitando o pouco de tempo que lhe restava, são escritos os salmos 42, 43, 55, 71, 28, 143, 40, 70, 27 e 120.

O poder perdeu o censo de justiça e nós não podemos nos desesperar e nos alimentar da noção de que está tudo perdido. Não! Precisamos afirmar que nós estamos aqui, somos luz e sal. Podemos fazer a diferença com nossas vidas, nossas famílias e com nosso testemunho pessoal. Eu estava parado na banca quando alguém, depois de ler os noticiários de pura injustiça, comentou baixinho: “só Jesus na causa”! E sabemos que esta frase é de efeito popular, talvez não tenha sido dita com o coração, mas apenas na onda da moda. É certo, contudo, que aqueles que são crentes e filhos de Deus devem dizer que Jesus Cristo é a única esperança para nossa nação. Há uma profunda urgência em divulgarmos que a tristeza deste momento não nos abala completamente, porque nossa confiança está no Senhor. E mesmo que essa “justiça” desfigure a justiça, não ficaremos desamparados porque o Senhor é a nossa justiça. Ele não falha, não se atrasa, não se adianta, nem dorme, não cochila, nem tem seu braço longe de nos colocar em local seguro.

Esta mensagem deve estar estampada em nossa vida, proclamada a todos os cantos, por onde andarmos. Aproveite este momento, em todos os lugares e transmita nossa segurança no sentido de que, ainda que a justiça dos homens seja cega, Deus tudo vê e a sua Justiça é perfeita. Mesmo quando as normas e leis deste país deixarem de lado a Bíblia e a vontade do Senhor, nós permaneceremos fiéis porque Ele é fiel. Deixo-vos por fim o ensinamento próprio para o momento: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação (Habacuque 3.17-18).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

SINALEIROS CRISTÃOS


A passagem pela via férrea estava livre. Vários automóveis atravessavam, cujos motoristas estavam indiferentes ao perigo que se aproximava. É que o trem - grande monstro de ferro e aço - vinha rapidamente e pela sua força e velocidade certamente esmagaria o que encontrasse pela frente.

O sinaleiro acordou a tempo de sair da cabine para agitar o lampião de um lado para o outro, esforçando-se para evitar o desastre fatal. Os motoristas, entretanto, alheios às desesperadas tentativas do sinaleiro, mesmo que tivesse sido em cima da hora, não paravam e o acidente aconteceu.

Gritarias, mortes e lamentos... O sinaleiro foi preso por falta de atenção e irresponsabilidade com relação ao seu trabalho, o que gerou aquela terrível tragédia. No julgamento ele declara que não teve culpa, até considerando ter cochilado um pouco. Mas o meretíssimo juiz queria decidir:

- O senhor sinalizou? O senhor sinalizou a tempo?

Diante das respostas afirmativas o juiz não teve outra opção: o sinaleiro foi absolvido.

Em casa comentando com um amigo o ocorrido no tribunal ele declara que estava com um grande peso na consciência.

- É que o lampião estava apagado!...

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Este caso ilustra o caráter de alguns cristãos que vivem um Evangelho agitado, correndo de um lado para o outro, procurando fazer de tudo para salvar as pessoas do perigo da morte eterna. Entretanto, semelhantemente ao sinaleiro, esses cristãos estão com os seus lampiões apagados, ou seja, o testemunho está fraco, a vida em comunhão com Deus é praticamente nula e há ausência do conhecimento da Palavra de Deus.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FÉ PARA SER VISTA

Gostei de ler sobre aqueles quatro homens que atuando como verdadeiros missionários trouxeram um paralítico até Jesus Cristo. Eram quatro homens com paixão pelas almas (Mateus 9.1-8). Entretanto vale observar, no verso 2, uma atitude do Senhor Jesus com relação aos homens missionários. Ele deu importância, ou melhor, grande importância à fé, principalmente porque não era uma fé invisível. Pelo contrário, a fé daqueles homens era visível, viva, ativa e eficaz.

Certamente, motivados por esta fé, eles foram buscar o paralítico, carregando-o até sobre o telhado e descendo-o à presença de Jesus. O texto bíblico nos revela que foi através desta fé visível que o paralítico alcançou a graça de Jesus e foi curado.

Tiago, evidentemente, aprendeu bem esta lição, pois é ele mesmo quem nos diz: "a fé sem obras é morta" (Tiago 2.17). Pelo que vemos, compaixão, amor, determinação, coragem, esforço, insistência, decisão e outras atitudes semelhantes andam lado a lado com a fé.

Penso que podemos deixar de viver uma fé invisível, tímida, irracional, de aparência disforme, que nos leva a lugares abstratos, para darmos lugar a uma fé visível, cultivando-a e exercitando-a diariamente, alcançando assim os seus evidentes frutos.

Há muito tempo que o mundo não deseja mais ouvir de nossa fé. O mundo quer ver a nossa fé.

Então vamos mostrá-la!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O SALTO DA PÁSCOA




Páscoa! Alegria, bombons, chocolates, presentes...
Mas o que é a Páscoa?
Há muitos anos, no Egito, um povo vivia sob uma grande escravidão, que durou cerca de 430 anos. Era o povo de Israel. E Deus enviou um homem – Moisés – que exigiu de Faraó a total libertação do seu povo. Relutante e com o coração muito duro, o Faraó disse que não iria permitir tal coisa. Isto levou o povo egípcio a sofrer muitas dores pelas pragas que recaíram sobre todos. Foram dez pragas ao todo, mas a última praga, a da morte dos filhos mais velhos é que foi a mais dolorosa. Aconteceu à noite, quando todos estavam dormindo. Deus enviou um anjo que entrava pelas casas e matava os filhos primogênitos.
Quanta tristeza e quanta lamentação!! Pais e mães chorando vendo seus filhos morrerem e nada poderem fazer.
Mas Deus não fez isto sem dar oportunidade para que todos se salvassem. Ele disse que a família deveria tomar uma decisão: dar o “salto da páscoa”, ou seja, matar um cordeiro e passar o seu sangue nos batentes e nas traves das portas das casas, de modo que quando o anjo da morte chegasse veria aquela marca de sangue e passaria por cima daquela casa evitando, assim, a morte dos filhos.
Assim foi instituída a Páscoa, palavra que vem do hebraico “pèssah”, transcrita para o grego como “paskha”, vindo, daí, a palavra latina “pasça” e a portuguesa “páscoa”.
A palavra hebraica traduz-se como passar por cima ou saltar sobre alguma coisa.
Jesus Cristo, certa vez, contou uma história que falava de um filho que pediu ao seu pai a sua parte na herança, pois queria conhecer o mundo.
Sem relutar, mas com grande tristeza, o pai deu para o filho tudo aquilo que ele tinha direito. Com muito dinheiro aquele moço partiu para terras distantes onde desperdiçou toda a sua fortuna com os prazeres do mundo.
Sem dinheiro, sem amigos, sem esperança, aquele filho, com muita dificuldade, consegue um emprego para tomar conta de porcos. Com muita fome ele chegou ao ponto de desejar comer a comida que era dada àqueles animais.
Naquela situação caótica e desesperadora ele reflete: “Ah, quantos empregados diaristas do meu pai tem do bom e do melhor e eu aqui com vontade de comer este tipo de comida e vivendo nesta condição horrível. Vou sair daqui agora e voltarei para meu pai. Quando chegar lá direi a ele: Pai, pequei contra Deus e contra o senhor. Nem sou digno de ser chamado de seu filho. Só quero que o senhor me dê um emprego e me trate como um dos seus menores empregados”.
Arrasado, todo quebrado por dentro e por fora, mas decidido, aquele jovem partiu.
Oh! Mas que surpresa! O seu pai o esperava com ansiedade!
Ao confessar o que estava no seu coração, aquele jovem, arrependido, humilde, ouve de seu pai: “Filho, tudo isto é seu! Vamos fazer uma grande festa, pois você estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado!”
Aquele filho tomou uma grande decisão: deu o “salto da páscoa”!
Prezado leitor, assim é a nossa vida.
A Bíblia diz que vivemos como escravos do pecado e nesta condição estamos afastados de Deus. Se assim continuarmos, enfrentaremos a Sua Justiça e, consequentemente, a morte eterna. Porém, pelo Seu grande amor, Deus enviou Jesus Cristo, Seu Filho Unigênito para que, através d’Ele nos reconciliássemos com o Pai Eterno.
Assim como o sangue daquele cordeiro salvou muitos do anjo da morte, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, derramou o Seu sangue por nós, dando assim a Sua Vida para que pela Sua morte sacrificial nós fossemos salvos da morte eterna.
A Bíblia diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”.
Esta é a verdadeira Páscoa!!
Assim como fez aquele jovem, Deus, o nosso Pai, também está esperando pela sua decisão: o “salto da páscoa”.
Volte hoje mesmo para Deus e tenha uma...
Feliz Páscoa com Jesus!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

QUANTO VALE UMA IDÉIA?

Depende.

Se for boa, isto é, se nela forem encontradas qualidades, tais como ter bom conteúdo, ser bem fundamentada àquilo que se propõe, ser prática e que vise atingir o objetivo proposto, então podemos considerar à idéia um grande valor. As boas idéias vêm estimuladas por um desejo de aperfeiçoar o que existe e criar maneiras para abrir novos caminhos exatamente porque são produtivas, enriquecendo uma comunidade, tornando-a capaz de enfrentar os maiores desafios.

Na Bíblia existem vários casos de homens e mulheres que tiveram boas idéias, cujos resultados foram excelentes. Quando Moisés se desgastava tratando sozinho dos assuntos do povo de Israel, seu sogro Jetro teve uma boa idéia (Êxodo 18.13-27). Deus ofereceu a Salomão uma oportunidade para pedir qualquer coisa que o Senhor o atenderia. Ele então teve uma idéia: pediu sabedoria e os resultados, evidentemente, todos sabemos. Certa mulher que sofria de grave enfermidade há quase doze anos e, buscando a cura, gastou todo o seu dinheiro com médicos, mas nada resolveu. Então ela soube que Jesus Cristo passaria perto de sua casa e teve uma idéia: "se tão somente tocar na sua roupa, sararei". Ao executar o plano, ela obteve a cura desejada e muitas coisas boas foram acrescentadas à sua vida.

É assim mesmo: boas idéias simplesmente sempre trazem coisas boas.

O Senhor nos adverte em Filipenses 4.8 para que tenhamos sempre as melhores idéias e o sábio Salomão nos ensina dizendo que os amantes das boas idéias são fontes de vida (Provérbios 16.21-24).

Vale a pena pensar se estamos tendo boas idéias com relação às nossas atitudes com Deus, com nosso semelhante ou conosco mesmos, porque as idéias vêm por aquilo que realmente imaginamos.

Lembrando que tudo o que fazemos de bom ou de ruim retorna para nós mesmos concluímos que tristeza, amargura, desgosto, ira, raiva, dissensões, discórdias e outras coisas semelhantes a estas não são frutos de boas idéias. Consequentemente, para nada valem.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

SALMOS 116.15

Recebi a seguinte mensagem em minha caixa de e-mails:

“Pastor

Salmos 116:15 - Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.
Vi outro sentido:
– É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. – Versão Católica
– O SENHOR Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fiéis a ele. – Versão Linguagem de Hoje
Bem diferentes, não?
Pode me dizer sua interpretação?”


Eis a minha resposta, com a devida aprovação da consulente.

Se puder, leia o texto abaixo com a Bíblia aberta no Salmo 116.

Faz bem ler todo o Salmo 116 para notarmos que o salmista, semelhantemente a nós, demonstra suas aflições e angústias e o Senhor o livra de todas essas prováveis coisas amargas para a vida humana.

Mas, num determinado momento em que ele se “precipita” para dentro de si mesmo, descobre uma grande verdade: “todo homem é mentira!”, isto é, tudo o que foi dito como voto ao Senhor não é verdade, mas são promessas e votos que faço neste momento crítico de minha vida: “invocá-lo-ei enquanto viver”; “andarei perante a face do Senhor, na terra dos viventes”; “tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor”; “pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo”; “oferecer-te-ei sacrifícios de louvor”.

Deus, em sua infinita sabedoria, sabe que os citados “córdeis de morte que me cercaram”; “as angústias do inferno que se apoderaram de mim”; “os apertos e tristezas”; “os problemas e dificuldades da vida que me deixam abatido” são provas pelas quais preciso passar para chegar à conclusão de que devo viver sob a total dependência do Senhor.

Mas somos “símplices” e não entendemos essa vontade do Senhor e, desta forma, não suportamos e a solução é desistir, abandonar, tornar-se inconstante e... morrer.

Deus nos entende – Ele é infinito neste entendimento – e nos livra da morte porque o preço que Ele “paga” para a morte é muito alto e precioso. Cada vez que um dos seus santos (separados) morre (desiste, desestimula, desanima) é um preço que Deus paga. Ele pagou um preço altíssimo pela morte de Judas, do casal Ananias e Safira e de tantos outros que abandonaram ou negaram a fé que outrora abraçaram. Por outro lado para aqueles que foram ressuscitados, o Senhor também pagou um alto preço.

Enfim, o importante é não desistir, morrer diante das vicissitudes, mas “sejam firmes e constantes...” – este deve ser o lema de todo discípulo do Senhor.

Deus prefere que vivamos e, à pergunta “Que darei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”, a resposta é: A MINHA VIDA! Porque foi também por ela que Jesus Cristo morreu e ressuscitou.

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