domingo, 24 de março de 2013

NATUREZAS MUDADAS IV

Preâmbulo

Para quem ainda não leu, creio que ajudaria muito dar uma olhada nas mensagens "Naturezas Mudadas", "Naturezas Mudadas II" e "Naturezas Mudadas III".

Em "Naturezas Mudadas" encerro com as perguntas: "Desejaria esse homem mudar a sua natureza? Permitiria que Deus transformasse a sua vida, apenas obedecendo a vontade divina?"

Semelhantemente, em "Naturezas Mudadas II" deixo um desafio: "O que você precisa mudar em sua natureza para que comecem a acontecer os milagres que você tanto aguarda?".

Em "Naturezas Mudadas III", deixo outro desafio: "Quem se arrisca a dizer que é o trigo? Quem, corajosamente, se propõe a dizer: "eu sou o joio!"? Estariam os servos da parábola se autodenominando "trigo", ao se apresentarem voluntariamente para arrancar o joio? Será que existe gente assim - bons matadores? O que o joio estaria pensando ao se ver execrado pelo trigo cujo desejo o levava à iminente destruição do joio?"

Encerrando o preâmbulo, faço-lhe um convite: leia Mateus 26.57-68 e 27.11-56; Marcos 14.53-65 e 15.1-41; Lucas 22.63-71 e 23.1-49 e João 18.12-40 e 19.1-37.

O que lemos nestes textos? A insistência de pretensos trigos para transformar o Mestre - Pão da Vida - em joio, usando, para alcançar essa finalidade, todos os recursos possíveis: intriga, falsidade, perjúrio, maledicência, mentira, religião, inveja e outros mais, apoiando-se em seus efêmeros poderes (sacerdotes, tribuno, governador) e força bruta (soldados e povo).


O que vemos agora? Três homens crucificados!

No meio estava Jesus, o Santo, o Justo, o Caminho, a Verdade, a Vida, a Luz; Maravilhoso, Conselheiro, Deus-Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; o Servo, a Raiz de Davi, o Leão de Judá, o Rei dos reis! Ele se fez joio por nós, a fim de nos tornar trigos, se assim o quiséssemos.

Um ladrão ao seu lado direito e outro do lado esquerdo. Ambos malfeitores, joios no julgamento dos pretensos trigos.

Enquanto um dos ladrões, assumindo a sua categoria de joio, diante da iminente morte zombava de Jesus Cristo o outro, na mesma condição do primeiro, ao invés de zombaria, repreende o zombador: "Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?". Em seguida confessa: "Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez."

Dois joios. Um, réu zombador; o outro, réu confesso.

Então o réu confesso faz algo que surpreende o Doador da Vida! Ele olha para Jesus e faz o que seria o seu último pedido aqui na Terra: "Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino!".

Pense comigo: diante daquele pedido, todo o mundo espiritual parou, silenciou: os querubins, os serafins, os arcanjos, os anjos de uma maneira geral silenciaram; o reino das trevas silenciou para ouvirem, atentos, a resposta do Senhor.

E um homem, apenas um homem, naquele momento, teve a resposta que qualquer outro homem poderá ter, se assim o desejar: "hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!".

Ele pediu uma lembrança. Jesus deu-lhe o Paraíso!

E o joio se transformou em trigo!!

ALELUIAS!! GLÓRIAS A DEUS!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SEGURA MINHA MÃO, JESUS!

Por favor, leia a Palavra de Deus em Mateus 14.22-31.

O que vemos aqui neste texto é um momento bem difícil que os discípulos de Cristo passaram. Após a multiplicação dos pães e dos peixes, os discípulos de Cristo atravessavam de barco o mar da Galiléia, quando sobreveio uma forte tempestade e eles ficaram bastante atemorizados e assustados.

Entretanto, Deus, que está sempre perto de seus filhos que padecem as tempestades e os revezes da vida, enviou o Senhor Jesus, que foi ao encontro daqueles apavorados homens, dizendo: "Tende bom ânimo, sou eu, não temais!". Pedro então disse: "Se és tu mesmo o Senhor, manda-me ir ter contigo por cima das águas". E Jesus lhe disse: "Então vem!". Pedro o seguiu, mas logo que começou a vacilar e afundar, gritou: "Cristo, Cristo, estou afundando, vem salvar-me, Senhor!". E o Mestre rapidamente segurou Pedro e com muito amor em seu coração calmamente lhe falou: "Por que você duvidou, homem de pouca fé? Vamos, levante-se, firma o seu pé, porque aquele que crê e é salvo pela graça, faz cessar a ventania e a tempestade passa." Jesus lhe estendeu a mão. Jesus o segurou. Jesus salvou Pedro de morrer na tumultuada tempestade do mar da Galiléia.

De forma semelhante, hoje também estamos no barco da vida. Quantas vezes atravessamos mares tempestuosos que, pela braveza de suas águas, parecem que vão nos submegir?

Quantas vezes enfrentamos dificuldades que parecem não ter fim e ficamos desesperados, nervosos e angustiados? Sofremos de insegurança porque olhamos ao nosso redor e, aparentemente, não vemos solução; pensamos que tudo em nossa vida vai naufragar e morreremos afogados pelas águas destes mares tenebrosos. São os naufrágios matrimoniais, os desastres financeiros, os sofrimentos morais, as enfermidades prolongadas e algumas terminais, os ressentimentos, mágoas e rancores longamente alimentados e as depressões que prejudicam o corpo e a alma.

Todas estas coisas são tempestades violentas que vem sobre o ser humano, a fim de destruir-lhe o que tem de mais valioso - a fé em si mesmo e a fé em Deus - inundando e arrasando muitos lares levando-os a entrar em profundos atritos.

São as tempestades que conduzem maridos e esposas ao desajustamento conjugal e que fazem pais se revoltarem contra os seus filhos revoltados.

Disse-me certo promotor público que mais da metade dos casos que vão parar em nossas cortes familares e criminais têm origem em situações que aparecem durante as tempestades da vida: brigas domésticas, observações ofensivas, palavras humilhantes, depreciativas, gestos grosseiros - eis aí as coisas que aparecem durante as tempestades da vida e que são traduzidas pelas agressões físicas, suicídios e assassinatos, enfim.

Quantas pessoas neste momento estão passando por essas tempestades! Mas Deus, que sabe de todas as coisas, enviou Jesus para vir em auxílio daqueles que sofrem a fim de que haja vitórias reais e amor em família. Confie em Jesus!

Veja que belíssima poesia:

Ó Mestre! O mar se revolta, as ondas nos dão pavor,
O céu se reveste de trevas, não temos um salvador!
Não se te dá que morramos? Podes assim dormir?
Se a cada momento nos vemos, sim, prestes a submergir?

Mestre, na minha tristeza estou quase a sucumbir
A dor que perturba minha'alma eu peço-te vem banir!
De ondas do mal que me encobrem, quem me fará sair?
Pereço sem ti, ó meu Mestre, vem logo, vem me acudir!

Mestre chegou a bonança, em paz eis o céu e o mar
O meu coração goza calma, que não poderá findar.
Fica comigo, ó meu Mestre, dono da terra e céu
E assim chegarei bem seguro ao porto destino meu.

Neste momento você pode falar em alto e bom som, da  mesma forma como falou o poeta bíblico: "APRESSA-TE EM MEU AUXÍLIO, SENHOR, MINHA SALVAÇÃO!"

E você ouvirá a voz do Senhor lhe dizer: "AQUIETAI-VOS E SABEI QUE EU SOU DEUS. ENTREGA TEU CAMINHO AO SENHOR, CONFIA NELE E O MAIS ELE TUDO FARÁ.

Levante a sua mão neste momento e diga comigo: "SEGURA MINHA MÃO, JESUS!"

Louvado seja Deus! Amém!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

NATUREZAS MUDADAS III

 O Trigo e o Joio


O Trigo
Fico fascinado com esta parábola.

Tem duas partes: a primeira em Mateus capítulo 13 versículos 24-30 e a segunda parte nos versículos 36-40. Separando essas duas partes há outras duas parábolas nas quais Jesus compara o reino dos céus ao grão de mostarda e ao fermento. Desafio o querido leitor a ler todo o capítulo 13.


O Joio
Fico fascinado com a parábola do trigo e do joio pelo fato de Jesus explicar o fim de um e do outro. O joio são os filhos do maligno, cuja semente foi semeada pelo inimigo - o diabo. Comparado a tudo o que causa escândalo e aos que cometem iniquidade, o joio será colhido e queimado ao ser lançado na fornalha de fogo, onde ali haverá pranto e ranger de dentes. Diferentemente, o trigo, ou a boa semente, os filhos do reino,  semeada pelo Filho do homem, compara-se aos justos que resplandecerão como o sol no reino do Pai.

Fico fascinado ao descobrir que o objetivo da parábola não é simplesmente ensinar o fim dos bons e dos maus. Creio firmemente que há algo mais profundo. Creio que o coração do homem - o mundo - seja o campo onde é semeada a boa semente, mas durante a noite vem o inimigo e semeia a má semente. Ambas devem crescer juntas e jamais tentarmos arrancar qualquer uma delas, pois há grande risco da destruição humana.

Quem se arrisca a dizer que é o trigo? Quem, corajosamente, se propõe a dizer: "eu sou o joio!"? Estariam os servos da parábola se autodenominando "trigo", ao se apresentarem voluntariamente para arrancar o joio? Será que existe gente assim - bons matadores? O que o joio estaria pensando ao se ver execrado pelo trigo cujo desejo o levava à iminente destruição do joio?

Fico feliz quando vejo joio se esforçando para virar trigo...

Fico triste porque vejo muito trigo virando joio...

sábado, 22 de setembro de 2012

NATUREZAS MUDADAS II

 Vamos até Caná da Galiléia, onde acontece um casamento com muitos convidados. Jesus também estava lá com os seus discípulos. Era grande a movimentação de pessoas, havia muita comida, mas parece que não tanta bebida, pois em determinado momento alguém reclama que o vinho tinha acabado. Então Jesus entra em cena. Certamente ele não estava ali como um simples convidado; havia um objetivo com sua presença naquele casamento, bem como em outros locais onde ele esteve durante sua permanência entre os homens (Cafarnaum, Galiléia, Gadara, Betesda, Tiro, Magdala, Siloé, Jerusalém, Samaria, Betânia, Jericó, Monte das Oliveiras, Gólgota). Ele pede aos garçons para encherem seis talhas com água que no total dariam cerca de 500 litros e, após totalmente cheias, fossem levadas ao mestre-sala, que ao provar, viu que não era água. Era o melhor vinho que jamais havia experimentado!

Todos os convidados, os garçons, o mestre-sala, os recém casados e até muitos cristãos desde então tem pensado exatamente isso: o grande milagre da transformação da água em vinho. Mas não creio que seja tão somente isto que tenha acontecido naquele dia, quando Jesus Cristo iniciava o seu ministério. Há algo muito mais importante do que a água virar vinho.

Pensemos pois: a água é uma substância mineral e o vinho é uma substância vegetal. Entendemos então que Jesus transformou um mineral em vegetal! Jesus mudou a natureza da água! Este é o grande e verdadeiro milagre!

Compreendamos o ensinamento de Jesus no dia daquele casamento em Caná da Galiléia: a mudança da natureza é base para o acontecimento do milagre. Hoje, entretanto, fala-se de milagres sem mudança de natureza.

Recomendo que acessem http://www.slideshare.net/arminis/cura-real-12129870 para descobrirem, definitivamente, que para haver milagres, primeiramente é necessário que haja mudança de natureza.

O que você precisa mudar em sua natureza para que comecem a acontecer os milagres que você tanto aguarda?

sábado, 15 de setembro de 2012

NATUREZAS MUDADAS I

A história abaixo encontra-se em 1Samuel, capítulos 4 a 6.

Na guerra contra os filisteus o povo de Israel teve a ousadia de utilizar a arca do Senhor como amuleto com o objetivo de alcançar o livramento do Senhor. Sim, porque isto anteriormente já dera certo e até que quase surtiu efeito, não fosse o destemor dos filisteus que lutaram bravamente, mataram trinta mil israelitas, inclusive Hofni e Finéias - filhos do sacerdote Eli - e ainda tomaram a arca do concerto. Que resultado devastador, que consequências drásticas!

A arca mudou de endereço; saiu de Silo, terra de Israel e foi para Asdode, terra dos filisteus, que indiferentes colocaram-na na casa de Dagom, seu deus. Agora não era guerra entre dois povos. "E a mão do Senhor se agravou sobre os de Asdode, e os assolou: e os feriu com hemorróidas, a Asdode e aos seus termos". De cidade em cidade, por onde a arca passava, ficavam rastros de moléstias e morte em todos os moradores, desde as crianças e até os idosos. Foram sete meses de terror entre os filisteus.

Os sacerdotes filisteus não aceitavam que Dagom fosse derrotado pelo Deus de Israel, mas pelo clamor do povo que sofria foram convencidos a devolver aquilo que para eles se tornara "a arca da maldição". Fizeram um carro novo e puseram duas vacas que ainda amamentavam seus bebês-bezerros e tentaram a Deus dizendo: "se as vacas subirem pelo caminho do seu termo a Bete-Semes (terra de Israel), saberemos que foi o Deus de Israel que nos fez este grande mal; se não, saberemos que Ele não nos tocou e que as enfermidades foram por acaso". Certamente eles sabiam que não se pode separar vacas que amamentam dos seus bezerros, pois elas voltariam rapidamente para os seus filhotes.

Mas foi grande a decepção! Elas se encaminharam direitamente pelo caminho de Bete-Semes, andando e berrando, sem se desviarem para a direita nem para esquerda, pois Deus mudou a natureza das vacas.

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Deus mudou também outras naturezas:
  1. o mar abriu para a passagem de um povo;
  2. a mula de Balaão falou;
  3. o rio Jordão parou o seu trajeto para que o povo atravessasse a pés enxutos;
  4. o fogo não queimou os três jovens lançados numa fornalha muito quente;
  5. os leões não devoraram o profeta Daniel;
  6. e muitas outras naturezas que foram mudadas.
Entretanto, as vacas, o mar, a  mula, o rio, o fogo, e os leões não tem vontade própria, nem livre arbítrio. Deus manda e todos simplesmente obedecem. E quanto ao homem, que Deus tanto amou a ponto de entregar seu filho unigênito - Jesus Cristo - para resgatá-lo do infame pecado? Desejaria esse homem mudar a sua natureza? Permitiria que Deus transformasse a sua vida, apenas obedecendo a vontade divina?

terça-feira, 22 de maio de 2012

DO "MANÁ DE SEGUNDA" www.cbmc.org.br

A SEMENTE DO SUCESSO

Um empresário bem-sucedido sabia que era tempo de escolher um sucessor para liderar seus negócios. Ao invés de designar um dos diretores ou um de seus filhos, ele reuniu os jovens executivos de sua empresa e lhes disse: “Chegou o momento em que devo escolher o próximo CEO (estrangeirismo: Chief Executive Officer – Diretor Executivo). Decidi escolher um de vocês”.

Os jovens executivos ficaram surpresos, mas o CEO continuou: “Eu vou dar a cada um de vocês uma semente hoje – uma semente muito especial. Plantem-na, reguem-na e daqui a um ano tragam-me o que vocês cultivaram a partir dessa semente. Eu vou julgar as plantas que vocês me trouxerem e escolher o próximo CEO”.

Um deles, Jaime, entusiasmado, contou o plano à esposa. Ela o ajudou a encontrar um vaso, terra e adubo e plantou a semente. Todos os dias, ele a regou e observou para ver seu crescimento. Em pouco tempo os executivos começaram a falar sobre suas plantas que começavam a crescer.

Jaime continuou a checar sua semente, mas nada germinava. Passaram-se semanas e nada. Todos os outros falavam de suas plantas, mas Jaime não fizera a sua germinar e sentia que tinha fracassado. Seis meses se passaram e nada ainda surgira no seu vaso. Ele concluiu que tinha matado sua semente, mas não disse nada aos colegas.

Ele continuou a regar e adubar o solo e queria desesperadamente que a semente germinasse. Quando findou o ano, os executivos foram instruídos a levar suas plantas para serem inspecionadas pelo CEO. Jaime disse à esposa que se recusava a levar um vaso sem nada, mas ela insistiu para que ele fosse honesto sobre o que tinha acontecido. Seria o momento mais embaraçoso por que ele já passara, mas ele sabia que a esposa estava certa.

Jaime levou seu vaso sem planta para a sala de reunião. Quando chegou, a variedade de plantas que os outros executivos tinham cultivado o deixaram surpreso. Eram lindas e de vários formatos e tamanhos. Quando colocou seu vaso sem planta no chão, muitos de seus colegas riram.

O CEO chegou e Jaime tentou se esconder no fundo da sala. “Ora, que plantas, árvores e flores maravilhosas vocês cultivaram”, disse o CEO. “Hoje um de vocês será designado o novo CEO!” Foi então que ele notou Jaime e o convidou para ir à frente com seu vaso sem planta.

Jaime estava apavorado. “O CEO sabe que sou um fracasso! Talvez ele vá me despedir!”- pensou. O CEO perguntou o que acontecera com sua semente. Jaime explicou que, apesar de seus esforços, nada germinara. O CEO voltou-se para o grupo e mandou que todos se sentassem, menos Jaime. E olhando para ele, anunciou: “Olhem para o seu novo CEO! Seu nome é Jaime!”.

O CEO, então, explicou: “Há um ano eu dei a cada um desta sala uma semente. Eu lhes disse para plantá-la, regá-la e trazê-la de volta após um ano. Mas eu dei a todos vocês sementes que tinham sido fervidas; não era possível que germinassem. Todos vocês, exceto Jaime, trouxeram plantas e flores saudáveis. Quando descobriram que a semente não germinava, vocês a substituíram por outra. Jaime foi o único com coragem e honestidade para me apresentar um vaso com a minha semente. Portanto, ele será o único a ser escolhido o novo CEO”.

Alguém disse: "Se você plantar honestidade, colherá confiança. Se plantar humildade, colherá grandeza. Se plantar perseverança, colherá satisfação. Se plantar trabalho duro, colherá sucesso. Se plantar perdão, colherá reconciliação. Se plantar fé, colherá uma safra. Portanto, seja cuidadoso com o que planta hoje; isso determinará o que você colherá amanhã".

"A pessoa honesta anda em paz e segurança, mas a desonesta será desmascarada" - Provérbios 10.9.

"As pessoas direitas são guiadas pela honestidade. A perversidade dos falsos é a sua própria desgraça" - Provérbios 11.3.

domingo, 20 de maio de 2012

DE UM ANÔNIMO PARA OUTROS - II


 
Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.


Passou a primeira entrevista e o diretor tomou a decisão final ao descobrir, através do currículo, que as realizações do jovem acadêmico eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

– Você recebeu alguma bolsa na escola? – perguntou-lhe o diretor. 

– Nenhuma. – foi a resposta do jovem.

– Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades?

– O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano; foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.

– Onde trabalha a sua mãe?

– A minha mãe lava roupas.

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos e o jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

– Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?

– Nunca. Minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ela lava a roupa mais depressa do que eu.

Então o diretor disse que tinha um pedido: “Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe estranhando aquele pedido ficou feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e com demasiadas contusões. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupas todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.

Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou o restante das roupas.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor, que percebeu as lágrimas nos olhos do jovem.

– Diga-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?

– Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.

– Por favor, diz-me o que sentiu.

– Em primeiro lugar aprendi o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro lugar, aprendi a apreciar a importância e o valor de uma relação familiar.

– Isto é o que eu procuro para um gerente! – disse o diretor emocionado. E completou: – Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado!

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará egocentricamente em primeiro lugar. Ignorará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoa, que pode ser boa academicamente, e ser bem sucedida por um tempo, mas eventualmente não sentirá a sensação de objetivo atingido. Resmungará cheia de ódio e lutará por mais. Insensibilizada pelo que se passa a sua volta.

Se formos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou a destruir os nossos filhos?

Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experimentar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar e ensinar como deve de ser. Queira que ele entenda que não interessa o quão ricos são os seus pais, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

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