sexta-feira, 10 de junho de 2011

QUESTÃO BÍBLICA

Eis uma questão que recebi e, em seguida, a minha resposta.

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A QUESTÃO:

Jó 1.6.7
E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.
Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.

Jó 2.1.
E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o SENHOR.

Satanás perante o Senhor??? E aí?

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A RESPOSTA

Aí vai o que penso com relação à presença de Satanás perante Deus e seus filhos.

A lógica de Deus é diferente da nossa (Isaías 55.8: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR).

Com uma pessoa normal (?) aconteceria exatamente assim: ela briga com uma pessoa e fica sem falar com ela e não quer vê-la nem pintada com tinta de ouro; e isso pode durar muitos anos...

Mas a lógica de Deus é diferente da nossa (oops! repeti). Deus é Deus de relacionamentos. E a maior prova é essa, ou seja, receber os seus filhos em sua casa e com eles o seu pior inimigo, sem ofendê-lo, nem lembrar de fatos ocorridos no passado, nem de fúteis cobranças, nem de acusações desnecessárias e perturbadoras. Bem diferente de nós, não é verdade? Carregamos mágoas, rancores, frustrações, ressentimentos, raivas, tristezas e outras coisas mais.

Entretanto, a lógica de Deus é bem diferente da nossa (estou repetindo) porque Ele é Deus de amor. Ele não nos trata de maneira diferente pelo fato de pensarmos diferente do que ele pensa e andarmos por caminhos diferentes dos caminhos dele. E isto é vital para nós! O que seria de nós se Deus nos tratasse como tratamos os que nos fazem mal ou que pensam e agem diferente de nós?

Temos de aprender com Jesus se quisermos nos apresentar como verdadeiros discípulos dele, o qual ao sofrer e morrer por nós, jamais repeliu, insultou, magoou a qualquer pessoa, mesmo sendo declaradamente inimiga.

Acredito que o apóstolo Paulo e muitas outras pessoas alcançaram este patamar - "vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim...".

Nós também poderemos alcançar, se formos pessoas anormais.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

MILLENE E A LIMPEZA NOS RIOS

Antes da leitura, quero informar que Millene - autora desta pérola - é minha neta.

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Millene (minha filha de 10 anos) chegou da escola com uma tarefa para casa: fazer uma pesquisa sobre "poluição nos rios".

Eu disse a ela  para que, ao invés de buscar e copiar da internet, que ela pensasse na realidade em que vive e sobre as diversas histórias que já ouviu sobre este assunto. Após esta orientação, deixei-a na tia Nine e fui trabalhar. Ao voltar, perguntei se havia feito o dever, e me respondeu que sim. Ao perguntar se a tia havia visto e ajudado, ela respondeu que a tia não havia tido muito tempo, então fez sozinha a tarefa. Ao chegar em casa pedi para dar uma olhada no que ela havia feito, e fiquei muito surpresa, e é claro, "babando" com a criativa produção da minha princesa. Talvez eu até seja uma mãe "babona", mas digam vocês mesmos se o texto ficou limpeza, ou melhor, beleza!

Beijos, de uma mãezinha!
Ivonise Pereira

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Limpeza nos rios!

Hoje eu vim falar sobre a poluição dos rios e sobre o que eles causam. Eu sei que os rios poluídos podem causar doenças nas pessoas.

Eu gosto de ouvir histórias que meu avô conta para mim. Ele fala que pescava nos rios, mas hoje em dia não dá pra fazer isso. A minha mãe conta que quando ela era pequena (pequena não, criança, porque pequena ela ainda é), quando ela era criança, tomava banho em um cano furado no ponto final do ônibus 269. Vocês devem estar achando que minha mãe era um palito de dentes para passar por um cano, mas não, a minha mãe era magrinha, mas não tanto pra passar por um cano, pelo contrário, o cano que era grosso, e muito grosso.
Vocês acham que os rios de hoje em dia estão muito poluídos?

Bem, eu acho. Porque hoje em dia a gente não pode mais nadar, pescar, mergulhar em um rio porque o rio está poluído.

Por que os rios estão poluidos?

"Que droga!" Esses rios também...

A não, já sei!  Não é culpa dos rios, se eles estão poluídos é culpa das pessoas, elas é que estão sujando os rios!

Mas, por que, se o lixo é pra ser jogado na lixeira?

Muitas pessoas dizem que jogam o lixo no rio porque os caminhões de lixo não passam em frente a casa delas. Mas o que eu não entendo é só porque os caminhões de lixo não passam em frente a casa delas, elas tem que poluir os rios, jogando sacos de lixo, as vezes até pneus e muitas outras coisas e esquecem que isso demora a se decompor?

Mas para eu encerrar o meu trabalho, eu quero que vocês saibam que temos que manter o Planeta Terra limpo, para daqui a alguns anos termos água potável, porque senão, daqui a alguns anos não vamos ter água potável, só vamos ter água poluída.

Então, eu quero que vocês parem de jogar o lixo no rio e joguem o lixo na lixeira! Para que daqui a alguns anos tenhamos água para beber, porque a água que a gente bebe, vem dos rios.

Millene de Andrade Pereira - 10 anos

terça-feira, 31 de maio de 2011

A JUSTIÇA É CEGA - Pr. Alexandre Paschoal Aló da Silva

É do Pr. Alexandre Aló, Igreja Batista Missionária do Maracanã, o texto abaixo, que considero de elevada importância, haja vista o momento histórico que estamos vivendo nas esferas política, social e espiritual.
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A justiça é cega. Este é um termo bastante conhecido que tem a intenção de dizer que a justiça é igual para todos. A origem desta representação é outra forte influência da cultura grega. Em sua mitologia, Têmis, filha do Céu e da Terra, foi a segunda esposa de Zeus, sinônimo do poder, é encarada como sendo a deusa da justiça, da lei e da ordem, assim como protetora dos oprimidos. Sua grande sabedoria só era comparável à de Minerva e suas opiniões eram sempre acatadas. Não só a Justiça, mas também a Lei é encarnada por Têmis. Apesar de haver divergências em relação a tal origem, é notório que a imagem que temos da justiça é a de uma mulher de olhos vendados, armada de espada e portando sua balança.

Os últimos dias têm demonstrado que nossa justiça é cega, literalmente. Contudo, esta que deveria ser fruto da virtude da equidade, deu lugar à incapacidade de perceber, notar e compreender o que lhe é apresentado para julgar. Sua balança, que é sua principal ferramenta, foi ultrapassada em sua capacidade de peso. Consequentemente suas medidas estão distorcidas. A expressão popular “o mundo está perdido” é cada vez mais verdadeira. Nossa sociedade perdeu definitiva e irreversivelmente a possibilidade de estar alinhada com a Palavra de Deus. Não tardará e essa justiça, cada vez mais cega e incapaz de julgar com justiça, alcançará cada lar, pessoa, família e afetará os laços democráticos do nosso país. Essa “justiça” continuará sendo manipulada para servir interesses econômicos, políticos e mundanos. Isto é um fato aclamado pela mídia, pelo povo e pelos fatos.

Por alguns instantes, meditando nesta situação brasileira, de escândalo em escândalo, manobra após manobra, quase me afunilei no vale da desesperança. Todavia, um texto bíblico inundou meu coração: Atende, senhor, a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas. Responde-me, segundo a tua fidelidade, segundo a tua justiça (Salmo 143.1). Voltei meu olhos para os jornais pendurados na banca, suas folhas balançavam ao vento. Os versos oito, nove e dez do texto tiveram marcante significado: Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma; Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.Vivifica-me, SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da tribulação a minha alma.

Queridos irmãos, nossa nação precisa de oração e de um povo em santidade, preparado na Palavra de Deus. O texto acima faz parte de uma série de Salmos escritos por Davi no momento em que Aitofel e Husai aconselham Absalão (filho de Davi) a investir pesado contra o próprio pai com 12 mil homens de guerra. Assim que Davi chega a Maanain (II Samuel 17.27), aproveitando o pouco de tempo que lhe restava, são escritos os salmos 42, 43, 55, 71, 28, 143, 40, 70, 27 e 120.

O poder perdeu o censo de justiça e nós não podemos nos desesperar e nos alimentar da noção de que está tudo perdido. Não! Precisamos afirmar que nós estamos aqui, somos luz e sal. Podemos fazer a diferença com nossas vidas, nossas famílias e com nosso testemunho pessoal. Eu estava parado na banca quando alguém, depois de ler os noticiários de pura injustiça, comentou baixinho: “só Jesus na causa”! E sabemos que esta frase é de efeito popular, talvez não tenha sido dita com o coração, mas apenas na onda da moda. É certo, contudo, que aqueles que são crentes e filhos de Deus devem dizer que Jesus Cristo é a única esperança para nossa nação. Há uma profunda urgência em divulgarmos que a tristeza deste momento não nos abala completamente, porque nossa confiança está no Senhor. E mesmo que essa “justiça” desfigure a justiça, não ficaremos desamparados porque o Senhor é a nossa justiça. Ele não falha, não se atrasa, não se adianta, nem dorme, não cochila, nem tem seu braço longe de nos colocar em local seguro.

Esta mensagem deve estar estampada em nossa vida, proclamada a todos os cantos, por onde andarmos. Aproveite este momento, em todos os lugares e transmita nossa segurança no sentido de que, ainda que a justiça dos homens seja cega, Deus tudo vê e a sua Justiça é perfeita. Mesmo quando as normas e leis deste país deixarem de lado a Bíblia e a vontade do Senhor, nós permaneceremos fiéis porque Ele é fiel. Deixo-vos por fim o ensinamento próprio para o momento: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação (Habacuque 3.17-18).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

SINALEIROS CRISTÃOS


A passagem pela via férrea estava livre. Vários automóveis atravessavam, cujos motoristas estavam indiferentes ao perigo que se aproximava. É que o trem - grande monstro de ferro e aço - vinha rapidamente e pela sua força e velocidade certamente esmagaria o que encontrasse pela frente.

O sinaleiro acordou a tempo de sair da cabine para agitar o lampião de um lado para o outro, esforçando-se para evitar o desastre fatal. Os motoristas, entretanto, alheios às desesperadas tentativas do sinaleiro, mesmo que tivesse sido em cima da hora, não paravam e o acidente aconteceu.

Gritarias, mortes e lamentos... O sinaleiro foi preso por falta de atenção e irresponsabilidade com relação ao seu trabalho, o que gerou aquela terrível tragédia. No julgamento ele declara que não teve culpa, até considerando ter cochilado um pouco. Mas o meretíssimo juiz queria decidir:

- O senhor sinalizou? O senhor sinalizou a tempo?

Diante das respostas afirmativas o juiz não teve outra opção: o sinaleiro foi absolvido.

Em casa comentando com um amigo o ocorrido no tribunal ele declara que estava com um grande peso na consciência.

- É que o lampião estava apagado!...

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Este caso ilustra o caráter de alguns cristãos que vivem um Evangelho agitado, correndo de um lado para o outro, procurando fazer de tudo para salvar as pessoas do perigo da morte eterna. Entretanto, semelhantemente ao sinaleiro, esses cristãos estão com os seus lampiões apagados, ou seja, o testemunho está fraco, a vida em comunhão com Deus é praticamente nula e há ausência do conhecimento da Palavra de Deus.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FÉ PARA SER VISTA

Gostei de ler sobre aqueles quatro homens que atuando como verdadeiros missionários trouxeram um paralítico até Jesus Cristo. Eram quatro homens com paixão pelas almas (Mateus 9.1-8). Entretanto vale observar, no verso 2, uma atitude do Senhor Jesus com relação aos homens missionários. Ele deu importância, ou melhor, grande importância à fé, principalmente porque não era uma fé invisível. Pelo contrário, a fé daqueles homens era visível, viva, ativa e eficaz.

Certamente, motivados por esta fé, eles foram buscar o paralítico, carregando-o até sobre o telhado e descendo-o à presença de Jesus. O texto bíblico nos revela que foi através desta fé visível que o paralítico alcançou a graça de Jesus e foi curado.

Tiago, evidentemente, aprendeu bem esta lição, pois é ele mesmo quem nos diz: "a fé sem obras é morta" (Tiago 2.17). Pelo que vemos, compaixão, amor, determinação, coragem, esforço, insistência, decisão e outras atitudes semelhantes andam lado a lado com a fé.

Penso que podemos deixar de viver uma fé invisível, tímida, irracional, de aparência disforme, que nos leva a lugares abstratos, para darmos lugar a uma fé visível, cultivando-a e exercitando-a diariamente, alcançando assim os seus evidentes frutos.

Há muito tempo que o mundo não deseja mais ouvir de nossa fé. O mundo quer ver a nossa fé.

Então vamos mostrá-la!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O SALTO DA PÁSCOA




Páscoa! Alegria, bombons, chocolates, presentes...
Mas o que é a Páscoa?
Há muitos anos, no Egito, um povo vivia sob uma grande escravidão, que durou cerca de 430 anos. Era o povo de Israel. E Deus enviou um homem – Moisés – que exigiu de Faraó a total libertação do seu povo. Relutante e com o coração muito duro, o Faraó disse que não iria permitir tal coisa. Isto levou o povo egípcio a sofrer muitas dores pelas pragas que recaíram sobre todos. Foram dez pragas ao todo, mas a última praga, a da morte dos filhos mais velhos é que foi a mais dolorosa. Aconteceu à noite, quando todos estavam dormindo. Deus enviou um anjo que entrava pelas casas e matava os filhos primogênitos.
Quanta tristeza e quanta lamentação!! Pais e mães chorando vendo seus filhos morrerem e nada poderem fazer.
Mas Deus não fez isto sem dar oportunidade para que todos se salvassem. Ele disse que a família deveria tomar uma decisão: dar o “salto da páscoa”, ou seja, matar um cordeiro e passar o seu sangue nos batentes e nas traves das portas das casas, de modo que quando o anjo da morte chegasse veria aquela marca de sangue e passaria por cima daquela casa evitando, assim, a morte dos filhos.
Assim foi instituída a Páscoa, palavra que vem do hebraico “pèssah”, transcrita para o grego como “paskha”, vindo, daí, a palavra latina “pasça” e a portuguesa “páscoa”.
A palavra hebraica traduz-se como passar por cima ou saltar sobre alguma coisa.
Jesus Cristo, certa vez, contou uma história que falava de um filho que pediu ao seu pai a sua parte na herança, pois queria conhecer o mundo.
Sem relutar, mas com grande tristeza, o pai deu para o filho tudo aquilo que ele tinha direito. Com muito dinheiro aquele moço partiu para terras distantes onde desperdiçou toda a sua fortuna com os prazeres do mundo.
Sem dinheiro, sem amigos, sem esperança, aquele filho, com muita dificuldade, consegue um emprego para tomar conta de porcos. Com muita fome ele chegou ao ponto de desejar comer a comida que era dada àqueles animais.
Naquela situação caótica e desesperadora ele reflete: “Ah, quantos empregados diaristas do meu pai tem do bom e do melhor e eu aqui com vontade de comer este tipo de comida e vivendo nesta condição horrível. Vou sair daqui agora e voltarei para meu pai. Quando chegar lá direi a ele: Pai, pequei contra Deus e contra o senhor. Nem sou digno de ser chamado de seu filho. Só quero que o senhor me dê um emprego e me trate como um dos seus menores empregados”.
Arrasado, todo quebrado por dentro e por fora, mas decidido, aquele jovem partiu.
Oh! Mas que surpresa! O seu pai o esperava com ansiedade!
Ao confessar o que estava no seu coração, aquele jovem, arrependido, humilde, ouve de seu pai: “Filho, tudo isto é seu! Vamos fazer uma grande festa, pois você estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado!”
Aquele filho tomou uma grande decisão: deu o “salto da páscoa”!
Prezado leitor, assim é a nossa vida.
A Bíblia diz que vivemos como escravos do pecado e nesta condição estamos afastados de Deus. Se assim continuarmos, enfrentaremos a Sua Justiça e, consequentemente, a morte eterna. Porém, pelo Seu grande amor, Deus enviou Jesus Cristo, Seu Filho Unigênito para que, através d’Ele nos reconciliássemos com o Pai Eterno.
Assim como o sangue daquele cordeiro salvou muitos do anjo da morte, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, derramou o Seu sangue por nós, dando assim a Sua Vida para que pela Sua morte sacrificial nós fossemos salvos da morte eterna.
A Bíblia diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”.
Esta é a verdadeira Páscoa!!
Assim como fez aquele jovem, Deus, o nosso Pai, também está esperando pela sua decisão: o “salto da páscoa”.
Volte hoje mesmo para Deus e tenha uma...
Feliz Páscoa com Jesus!

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