terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BOLO ELITISTA

Ingredientes:
  • Duas ou mais pessoas que gostam de fazer acepção de pessoas
  • Duas colheres de sopa bem cheias de maledicência
  • Um copo grande de presunção misturada com soberba
  • Um quilo de preconceitos
  • Conversações maliciosas e destrutivas
  • Orgulho gelado à vontade (para aperitivo)

Modo de preparar:
  • Junte as pessoas que gostam de fazer acepção de pessoas até que fiquem iguaiszinhas; adicione, aos poucos, as colheres de maledicência previamente batidas com a presunção (não esqueça a soberba!); acrescente os preconceitos de uma só vez (não precisa lavar).
  • Depois de bem batido, até atingir o ponto de desunião, coloque tudo em uma forma untada com as conversações maliciosas e destrutivas e coloque no forno durante o tempo necessário para causar problemas ao grupo todo.

Para servir:
  • Deve ser servido morno (nem quente, nem frio!), especialmente antes, durante ou após as reuniões de oração, cultos dominicais, encontros de adolescentes, jovens, adultos e idosos, festas ou reuniões nas casas.
  • Sirva também orgulho gelado à vontade. Há quem goste de misturar o orgulho com a zombaria.

Observações:
  • Este bolo, por ser elitista, é muito pesado e amargo. Por isso as pessoas que possuem amor, alegria, paz, logaminidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperação, não devem comer dele, para não contrair farisaísmo crônico.
  • Também não recomendamos aos humildes, compassivos e misericordiosos, porque dá ânsias de vômito.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CALOS

Olhando para a palma da minha mão notei que havia um calo resultante do uso da chave de fenda num determinado trabalho doméstico. O calo, segundo o Dicionário Aurélio, é um “endurecimento da pele formado em determinado ponto por compressão ou fricção contínua”.

Fiquei pensando a respeito dos diversos tipos de calos. Existem os calos no dedo “mindinho” do pé – como incomoda! Quando pisam nele, dói muito! É geralmente chamado de “calo de estimação”, porque dói, perturba, mas já que está fazendo parte do corpo a tanto tempo que é preferível ficar com ele do que extraí-lo. “Mas, por favor, não pisem nele! Senão fico zangado!”

Há também os calos nos joelhos formados pelos momentos de oração e de contrição contínua e permanente diante de Deus. Eles surgem em consequência das súplicas incessantes: por si mesmo, pelos seus irmãos e amigos, pela igreja, pelo país, etc. Por serem muito importantes, raramente deveriam ser expostos considerando o valor que tem em relação ao valor que será dado.

Finalmente, os calos na língua. São os piores! Nascem pelos falatórios profanos que levam a lugares tenebrosos. São nocivos e causam mal-estar! Matam, destroem e deixam rastro durante muito tempo. São formados nas línguas daqueles que nada tem para fazer e vivem espalhando coisas que não são reais e verdadeiras, trazendo com isto uma série de dificuldades com resultados destrutivos – espirituais e sociais, entre outros. São os calos dos fofoqueiros que trazem inimizades e dos invejosos que levam às brigas e iras. As pessoas que tem e cultivam os calos na língua geralmente são insensíveis às exortações, repreensões e admoestações. Por serem irreverentes à Palavra de Deus, zombadoras, debochadas, frias e destrutivas parece que ao criarem calos na língua também os criam na mente e no coração.

Aos que convivem com os possuidores de calos na língua, recomendo as palavras de uma faixa localizada no interior de uma cidade mineira, cujo objetivo era preservar a vida humana: “Não construa neste local; área não edificante”. Entretanto, nada melhor do que meditar nas sábias palavras do livro de Provérbios.

Enfim, creio que é melhor cultivar os calos das mãos e nos joelhos e extirpar todos os calos na língua.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

DEUS TE ABENÇOE!

― “Bença”!
― Deus te abençoe!
Este é um diálogo comum entre filhos e pai, mãe, avós, tios e demais pessoas com as quais a criança aprende desde cedo a praticar para mais tarde ensinar aos seus filhos. O mesmo acontece nas instituições religiosas, onde a expressão “Deus te abençoe” é utilizada largamente. Certa vez, quando parabenizei uma senhora por causa da bela apresentação do coro da igreja, ela me respondeu rapidamente:
― Deus te abençoe!
― ?!
Quem sabe quando começou a se utilizar e qual a origem desta expressão? Qual o seu significado? Qual o seu valor quando utilizada? O que acontece com a pessoa quando a ouve? O que produz nela efetivamente? É realmente uma benção? É bíblica? Estas e outras questões transitam pela minha mente há muito tempo.
Muitas pessoas não me responderam o que é benção. Então por que vivem dizendo “Deus te abençoe!” se não sabem o que significa benção? Uma delas, com gracejo, disse: “Ah! Por que é tão bonitinho!..”. Ora, benção, que é o contrário de maldição, significa desejar, realizar o bem a alguém. Por isso entendo que “Deus te abençoe!” traduz-se por “Deus te deseje o bem”. Mas se Deus sempre nos deseja o bem, logo “Deus te abençoe!” é redundante.
Pense: se você nunca tivesse encontrado com determinada pessoa, jamais poderia dizer-lhe “Deus te abençoe!” e não seria por causa disso que Deus deixaria de abençoá-la. Outra redundância: Deus nos abençoa independentemente de alguém dizer “Deus te abençoe!”. Ele nos abençoa com o ar, com o frio, o calor, o dia, a noite, a vida; Ele nos abençoa com a sua misericórdia, a paz, o amor, a salvação. E mais: ao dizer “Deus te abençoe!” estou transferindo a responsabilidade para Deus, como se estivesse dizendo: “Ei, Deus, abençoa esta pessoa, ok?”. E Deus me dirá: “Meu filho, eu já lhe dei esta responsabilidade; você foi criado para ser um abençoador! É você quem deve abençoar (desejar o bem)”.
Fiz um teste: pedi a várias pessoas que ficassem de frente uma com a outra e que proferissem palavras ou realizações de benção. Quanta dificuldade! Só sabiam dizer “Deus te abençoe!”. Parece até que sabemos mais amaldiçoar (desejar o mal) do que abençoar...
Tendo como base o Salmo 62.4 seria ótimo se pudéssemos fazer uma sincera avaliação com relação à nossa capacidade de abençoadores.
Dizer “Deus te abençoe!” é atitude do medroso espiritual, que não quer se envolver com o seu semelhante ao desejar-lhe uma coisa boa para sua vida e para a vida de sua família. Abençoar, por outro lado, também é realização. Com certeza você conhece pessoas que só tem recebido palavras e atitudes de maldição e também necessitam das bençãos materiais, além das espirituais e você pode, amorosamente, abençoá-las até mesmo com alguma ajuda financeira entregue delicadamente num envelope e sempre acompanhada com palavras apropriadas exclusivamente para aquela pessoa e para aquela situação específica, abrindo-lhe portas de vida, fé, esperança e amor, ao invés de palavras que são apenas “fórmulas religiosas”.
Que tal experimentar hoje o privilégio de abençoar alguém?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

História da música "Amazing Grace (Maravilhosa Graça)" - Wintley Phipps

Recebi de um amigo e publico neste blog para abençoar a sua vida!!!
Com certeza vocês já conhecem AMAZING GRACE, uma "spiritual music", que se tornou popular e famosa sendo interpretada por Elvis Presley, Il Divo, Lee Ann Rimes, Crystal Lewis, Selahe entre outros cantores famosos de rock e demais gêneros musicais.


O autor da letra, John Newton (1725-1807), tem uma história curiosa. Antes de se tornar um autor de muitas músicas especiais ele foi um capitão de navio negreiro, que participou do tráfico de negros para os Estados Unidos, América Central e Brasil.

A sua mudança na vida começou após uma forte tempestade em que seu navio quase foi a pique e onde presenciou um amigo marinheiro ser arrastado por extensa onda que atingiu compartimento do barco onde ele próprio estivera poucos segundos antes.

Apreciem o cantor Wintley Phipps e vamos aprender que existe uma escala musical chamada "escala escrava  /slave scale" que utiliza somente as teclas de sustenidos e bemóis (as 5 teclas negras do piano), com a qual foram compostas a maioriaas "spiritual music"!!


Para ouvir a história e a canção é só clicar - Vocês vão amar...!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

IGREJA PARA A COMUNIDADE

Gosto de ler Atos 2.42-47 porque mostra como viviam os irmãos que freqüentavam aquela igreja: eram bem doutrinados, viviam em comunhão, temiam ao Senhor, o testemunho era positivo – por isto convincente. Os milagres aconteciam diariamente, os propósitos eram comuns, havia alegria e singeleza de coração e cultuavam a Deus juntos regularmente. Como resultado, todo o povo amava ter aquela igreja fazendo parte da comunidade, que aos muitos iam entregando suas vidas a Jesus Cristo.

É claro que havia problemas! Tinha gente que se agregava somente para alcançar status; alguns só queriam saber de mandar e nunca obedecer; outros tratavam da doutrina com descaso e havia aqueles que não se preocupavam com os mais carentes. Mas ali também estavam os discípulos fiéis com firmeza e constância de propósitos, onde a presença do Espírito Santo em suas vidas era perene e o olhar somente para Jesus o alvo de fé. Isto fazia daquela igreja um farol que iluminava toda a cidade.

A perseguição, as traições, as prisões e até os assassinatos não tinham forças suficientes para fazer aquela igreja fraquejar. Pelo contrário, estes atentados físicos e espirituais iam fortalecendo a igreja cada vez mais, a ponto de alguns se maravilharem e até dizerem que eles haviam estado com Jesus.

São exemplos de homens, mulheres, jovens e adolescentes com ardente fé, ousadia, obediência, renúncia e consciência de temor e amor ao Senhor Jesus – são exemplos assim, repito – que nos fazem prosseguir nesta difícil e árdua caminhada cristã.

Eles foram vitoriosos. Nós também seremos!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

IGREJA POBRE

“A minha igreja é fraca no movimento financeiro.”
“A minha igreja não tem condições de sustentar um trabalho missionário porque é formada por crentes pobres e muitos aposentados.”
“A minha igreja não tem condições de assumir determinadas atividades porque não tem condições financeiras.”
“A MINHA IGREJA É MUITO POBRE!!!”
Estas e outras são expressões usadas por alguns membros de nossas igrejas ao se defrontarem com o desafio das grandes realizações.
Se fossem somente palavras ditas num momento de falta de fé, ainda procuraríamos despertar em alguns o sentimento de confiança, levando-os a entender que a Igreja de Deus não é pobre. Ela é rica e grande pela sua natureza e poderosa em sua essência.
Porém não são somente palavras que vêm momentaneamente. Parece que as pessoas que as dizem também são pobres de ideais, cegos no que se refere a visões, fracos em recursos espirituais, preocupados consigo mesmos, não procurando desenvolver os dons que Deus lhes deu, capacitando-os a servir à Causa do Mestre. Além disso, não permitem que outros se desenvolvam, desestimulando-os.
Certa vez Jesus Cristo chamou uma igreja de pobre. Ele tinha razão...
É pobre a igreja cujos membros vivem em monotonia espiritual; é pobre a igreja onde os ideais estão voltados mais para as coisas materiais do que para as espirituais; é pobre a igreja onde os irmãos vivem em desentendimento; é pobre a igreja onde a fraternidade cristã é confundida com festas e reuniões ocasionais; é pobre a igreja onde não há amor e perdão recíprocos; é pobre uma igreja onde não há cooperação no serviço; onde imperam o egoísmo e a maledicência; é pobre a igreja onde o ressentimento, a mágoa e o desprezo são as primeiras atitudes tomadas com relação ao próximo; é pobre a igreja cujos objetivos não estão condizentes com os objetivos de Cristo; é pobre a igreja onde prospera o desânimo, e o orgulho faz parte integral na vida de grande parte dos membros.
Definitivamente igreja pobre não é Igreja de Cristo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

UM NOVO E VIVO CAMINHO

A tônica da Epístola aos Hebreus (judeus convertidos) é: não andem mais pelo antigo caminho: pecado-arrependimento-confissão-sacrifício. São rudimentos. Agora temos “um novo e vivo caminho” (10.20). Voltar ao antigo caminho constitui-se uma atitude de desobediência (4.6), a qual não é a vontade de Deus (3.7-11).
É grande a relação dos que, no passado, obedeceram e servem, assim, de rudimentos (cap. 11) e sombra dos bens futuros (10.1) que contrasta com a dos desobedientes que, recebendo as mesmas bênçãos de Deus (6.7), sendo igualmente iluminados (10.32), provando o dom celestial (3.1), fazendo-se participantes do Espírito Santo (2.4), provando da boa Palavra de Deus (1.1; 4.2) e os poderes do mundo vindouro (2.5), não atentaram para tão grande salvação (2.2-3; 11.7) Tornaram-se terra que não frutificou e receberam, em conseqüência, a maldição e o fogo, pois produziram espinhos e abrolhos (6.8).
Assim, obediência e desobediência, durante toda a epístola, formam contrastes e opções constantes e marcantes. Os atuais desobedientes (judeus convertidos) ao buscarem o antigo caminho (pecado-arrependimento-confissão-sacrifício), voltaram aos rudimentos, à sombra, provando que necessitam mais do primeiro alimento espiritual – o leite – do que do alimento sólido (5.12-14).
O desejo de Deus, no qual não há injustiça, é que o cristão entre, com ousadia (porque a porta está aberta) no santuário, pelo sangue de Jesus, com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, retendo firme a confissão de sua esperança, considerando o outro, que mantém a mesma fé, para que haja estímulo à caridade e às boas obras (10.19-24). Da mesma forma o cristão não deve abandonar a nova congregação (comunhão) retornando ao antigo caminho (rudimentos); haverá admoestações mútuas neste sentido (10.25).
Hebreus 10.26-39 recupera, mais uma vez, o contraste obediência versus desobediência e as suas respectivas conseqüências. Semelhante a qualquer carta séria, esta também deverá ser entendida como um todo e não somente por uma parte.
Os rudimentos – Antiga Aliança, Antigo Concerto, Antigo Pacto, a lei, sombra dos bens futuros, sacerdócio humano, terrestre, tabernáculo efêmero, repetidos sacrifícios, passíveis de manchas e repreensões.
O novo e vivo caminho – Cristo – a Nova Aliança, o Novo Concerto, o Novo Pacto, a graça, a imagem exata, sacerdócio celeste, tabernáculo vivo e eterno, único e suficiente sacrifício imaculado e irrepreensível.
É impossível aos que, vivendo no tempo da graça, e semelhante aos que viviam no tempo dos rudimentos (pecado-arrependimento-confissão-sacrifício), que também foram iluminados e provaram o dom celestial e se fizeram participantes do Espírito Santo, provando a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, é impossível – repito – que, vivendo no tempo da graça, caindo, sejam outra vez renovados para arrependimento utilizando-se dos artifícios rudimentares.
O pecado existe. O arrependimento e a confissão também. Os sacrifícios nunca mais! São rudimentares.
“Se confessarmos os nossos pecados ele (Jesus Cristo) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”.

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